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25 coisas para fazer em São Brás de Alportel, Algarve

São Brás de Alportel é uma vila muito interessante no Algarve. É um município que não tem praia, mas está estrategicamente posicionado para aceder rapidamente a qualquer praia das zonas de Loulé, Faro, Olhão e Tavira. Se quiserem uma experiência diferente e muito rica culturalmente, devem equacionar ficar por aqui. São Brás de Alportel é a calma no meio da confusão algarvia que se implanta no verão.


1 – Conhecer o “Centro do Universo”


Foi isso que me ensinaram assim que cheguei às quentes e acolhedoras terras de São Brás de Alportel. E onde fica? No cruzamento da Estrada Regional 270 e a EN2, junto ao Largo de São Sebastião. Parei o trânsito para tirar uma foto, e com a pressa, claro que não ficou nada de especial. Valeu a tentativa.

Se visitam São Brás de Alportel enquanto percorrem a EN2, visitem a Casa Memória da Estrada Nacional 2. Para São Brás de Alportel, esta estrada tem um papel especial, uma vez que esta vila cresceu ao longo desta estrada. “Todo o Algarve passava por aqui. As mercadorias, os turistas e as pessoas.” São Brás de Alportel cresceu ao longo desta estrada. Sabiam que a Estrada Nacional 2 (N2) é a estrada mais extensa de Portugal, com 739,26 quilómetros? E que é a única na Europa que atravessa um país em toda a sua longitude? E ainda que há apenas mais duas assim no mundo? É verdade! Só a Route 66 nos EUA, e a Ruta 40, na Argentina. Liga a cidade de Chaves, em Trás-os-Montes, à cidade de Faro, no Algarve e sim, mesmo antes de Faro, temos São Brás de Alportel. Quero muito, muito fazer esta estrada um dia 🙂

2- MOSS


Uma refeição no MOSS é uma paragem obrigatória se sentirem necessidade de uma refeição mais leve, fresca, vegetariana ou um sumo de frutas. A carta de cafés é das mais completas que encontrei pelas terras algarvias.
Dá uma voz jovem à restauração da zona e tem sempre pratos do dia bem originais. A Tarte de Snickers é imperdível!!!!

3- Jardim da Verbena


É um antigo jardim do Palácio e é hoje um espaço público, com vista para as piscinas municipais e um coreto. Este edifício, de finais do século XVI, serviu de residência de verão aos bispos do Algarve. Andei por aqui a passear e a tirar umas fotos enquanto invejava saudavelmente as pessoas que se banhavam na piscina 🙂

4- Parque da Fonte Férrea


Ao sair de São Brás de Alportel em direcção a norte, encontramos o Parque da Fonte Férrea. Parámos aqui para almoçar no Avalanche Caffé. Adorei os petiscos! Muito boa qualidade/preço! Os ovos rotos, o tomate frito e tábua de queijos e enchidos, encheram-nos as medidas!

5- Museu do Traje


Visitei pela primeira vez o Museu do Traje de São Brás de Alportel, quando andava na Escola Primária. Agora, vinte e tal anos depois fi-lo novamente 🙂 Para além de mostrar os trajes característicos do Algarve nos séculos XIX e XX, o museu tem sempre exposições temporárias e inclui um núcleo etnográfico sobre a cortiça. De 4 em 4 anos mudam a exposição. Neste momento, podemos ver a exposição “Engrenagens do Tempo”. Ao falar com o director do Museu, das coisas que achei mais interessantes é o facto de por cada turista que visita o museu – há 7 utilizadores locais que o usam. Todas as quintas feiras debatem aqui, a memória e passado da terra. Há 13 anos que as pessoas andam a descobrir fotografias, para debater. A soma das historias das famílias é igual à historia da comunidade. Trazem álbuns e o museu digitaliza. Há uma conta corrente da história de cada família, no total de 600 famílias. Isto é ou não é incrível? É um museu vivo!
Nos jardins do museu estão expostos cerca de duas dezenas de antigos veículos algarvios. Conhecemos ainda a responável pela marca Palmas Douradas.

6- Miradouro do Alto da Arroteia


No dia que visitámos este miradouro, para além de uma vista incrível, conseguimos entender como a comunidade de São Brás de Alportel se manteve activa em tempos de COVID – dançando ao ar livre. Deste miradouro é possível ver a serra e o mar.

7- Bialógica


Fiquei super, super, super contente quando vi que São Brás de Alportel tem uma loja sustentável tão completa! Tem na parede uma frase sábia: “É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas”. A frase é de Carlo Petrini, criador do Movimento Slow Food. Vende produtos biológicos, naturais, ecológicos e com uma política de desperdício zero. 

8- Siesta Campers


O Município de São Brás de Alportel fez-nos uma incrível surpresa e tivemos a oportunidade de passear numa carrinha “Pão de Forma” da Siesta Campers na Serra do Caldeirão. Podem recolher a vossa VW Camper em Lisboa, Porto ou Faro! A história desta empresa é muito gira porque um dos donos passou as férias de infância numa VW Camper de 1971. Visitou a Europa com os seus pais, criando o seu amor pela liberdade e o desejo de viajar sem rumo. Não é lindo? Fizemos umas fotos super giras com o contraste da cor da carrinha e as cores quentes da serra.

9- Farmhouse of the Palms


Esta viagem foi apoiada pelo município de São Brás em conjunto com o Turismo do Algarve. Ainda bem que assim foi, porque de outro modo, nunca teria conhecido este espaço. Passámos aqui três dias super tranquilos. O casal – Frank e Veronique – que adquiriu esta propriedade, restaurou esta casa com mais de 200 anos e teve a preocupação de manter elementos do algarve na decoração. Toda a decoração é escolhida com o maior detalhe e com um gosto muito apurado. Há redes para dormir, camas de praia,e vários recantos para que cada pessoa encontre o seu espaço ideal. Eu andei a trabalhar de uma cama baloiço 🙂 A piscina tem a particularidade de ser escura e contrastar com o branco da casa. Dá um toque muito classy a este espaço.

10- Sabores do Campo


A nossa vinda a este restaurante começou com uma prova de vinhos com o enólogo Gilmar Brito que nos falou das castas Negra Mole e Síria. Foi uma conversa muito interessante, onde provámos os vinhos Paxá e Cabrita.
Após esta conversa em que aprendemos imenso sobre a história do vinho no Algarve, foi tempo de comer. O Dom Rodrigo de queijo de cabra com doce de abóbora, está no meu coração!

11 – Parises


Convido-vos a fugir do Algarve habitual e a rumarem às aldeias interiores da serra algarvia. Acreditem que se irão surpreender! Passem pelos Parises, uma aldeia pequenina, muito bonita no meio da serra. Passem no Fortes e perguntem ao senhor pelo alambique 😉 Porque falar com quem vive nas terras, é sempre uma fonte inesgotável de conhecimento.

12 – Geladaria Natural.come


Na Geladaria Natural.come podem encontrar uma vasta gama de gelados e sorvetes artesanais. Os meus sabores favoritos do verão foram aqui! O gelado de Figo com Amêndoa e o de Medronho. Principalmente o de Medronho! Mesmo bom! É um espaço junto ao Mercado Municipal com uma decoração, também ela, muito artesanal 🙂


14 – Afago


A dona Célia está no top de pessoas fofinhas e com histórias incríveis que conheci este verão. A prova viva que acreditar nos nossos sonhos e reerguermo-nos de uma situação complicada é possível. Aqui, fiz um Workshop de Sabonetes Artesanais! A Afago é uma marca portuguesa que utiliza produtos da serra algarvia. Para além dos sabonetes que são óptimos, trouxe o creme de rosto e fiquei mesmo fã. Até já enviei email para mandar vir mais. A pele do Tiago costuma ser muito oleosa no nariz e seca na restante face e está muito melhor desde que usamos este creme. Podem visitar a loja e perceber melhor como é feito o fabrico. O sabonete que fizemos tinha cortiça como esfoliante 🙂

15 – Ti Marquinhas


Outro negócio de uma mulher cheia de garra! A dona Valentina teve uma enorme paciência e explicou-me tudo sobre como fazer doces tradicionais algarvios. Mostrou-em a sua invenção, as 3 delícias que é um sucesso e é fácil perceber porquê. Juntar amêndoa, figo e alfarroba no mesmo doce, foi das melhores ideias de sempre. Fiz Dom Rodrigo!! Querem doces algarvios de comer e chorar por mais? Ti Marquinhas.

16 – L. Barriga, Pão à Antiga


No último dia, aprendi a amassar pão e trouxe um quentinho para comer em Lisboa. Mais do que isso, fiz pão com chouriço e pão com torresmos! O Ludgero, criador do L. Barriga, Pão à antiga, faz todo o pãozinho em forno de lenha. De momento só há fábrica e não há atendimento ao público, mas de certeza que se derem um toque ao Ludgero, ele vos dirá onde podem comprar o pão que ele produz – É uma maravilha!

17 – Portal dos Queijos


Como o próprio nome indica, se entrarem aqui, vão passar o portal dos queijos e entrar numa nova dimensão de felicidade. Aqui, podem provar Queijos Frescos de Cabra com Especiarias. Eu provei o de Queijo Fresco de Cabra com Manjericão e Perpétua Roxa. Que coisa tão boa!!!!!


Foto retirada do Facebook do Portal dos Queijos

18- Calçadinha


Em São Brás de Alportel aprendi sobre a Calçadinha, que terá sido uma via terrena romana (estrada secundária), umas das mais importantes vias de comunicação da antiga província da Lusitânia. Existe um Espaço de Interpretação do património arqueológico do concelho. A antiga via de origem romana, que apresenta visíveis dois troços – A e B – num total de 1480 metros. Partia da cidade de Ossonoba (Faro), dirigia-se para norte, passaria pelas villae romanas de Milreu (Faro) e de Vale do Joio (S. Brás/ Faro) e cujos vestígios arqueológicos podemos encontrar ao longo destes dois troços. Se puderem, andem um bocadinho por ali e pensem em quão engenhosos foram as pessoas que viveram há muitos anos por aqui.

19 – Forneria do Largo


Jantámos aqui numa noite daquelas de Verão que queremos que aconteça todos os dias e comi um maravilhoso calzone. As pizzas são confeccionadas em forno 100% de lenha e o staff era super simpático. Estávamos tão entusiasmados com a comida, que nos esquecemos de tirar boas fotos.

Foto retirada da página de Facebook da Forneria do Largo


20 – O Marquês


Almoçámos um dia neste restaurante e comi um dos melhores bifes de atum que alguma vez tive a oportunidade de experimentar. O Tiago escolheu a mista de carne e era imeeensa comida!

21 – Casa do Artesão


A Casa do Artesão, faz parte do Centro de Artes e Ofícios, e foi criada com o objetivo de valorizar o artesanato e a produção local.  Realizam-se aqui oficinas de artesanato, mostras de produtos e outras iniciativas na missão de preservar e promover os saberes ancestrais e artesanais algarvios.

22 – Hidroavião Santa Cruz


Sabiam que em São Brás de Alportel, há uma réplica do hidroavião Fairey IIID, pilotado por Sacadura Cabral e Gago Coutinho? O mesmo que chegou ao Rio de Janeiro, no Brasil, a 17 de junho de 1922 na primeira travessia aérea do Atlântico Sul? Gago Coutinho tem origens são-brasenses e por isso aqui está essa homenagem 🙂

23 – Feira da Serra


Há muitos anos que oiço falar da Feira da Serra e acabei por nunca ir. Esta Feira foi pensada para valorizar os produtores e produtos da Serra do Caldeirão. Dizem que “A Feira da Serra abre as portas ao Algarve genuíno e convida a uma viagem no tempo, à descoberta das tradições das gentes da serra, que aqui e ali se misturam com as mais recentes propostas de inovação, na construção da ponte entre o passado e o futuro!” – espero poder lá passar num dos próximos anos 🙂

24 – Calçadas


No Calçadas, a arte sai à rua. É um festival onde a música, dança, animação de rua, criações artísticas, gastronomia e produtos locais se juntam no centro histórico da vila. Nunca tinha ouvido falar, mas pareceu-me bastante interessante. É importante trazer a arte, nas suas mais variadas formas para mais perto.


25 – B&B Casal da Eira


A Els e o Bert demoraram sete anos a encontrar a combinação perfeita da casa que idealizavam e assim que viram este local, acharam que tinha mesmo de ser aqui. Apaixonados por Portugal, mudaram-se para esta zona onde combinam a paixão pela natureza e a vontade de receber hóspedes na sua casa. Tem um ambiente familiar e se desejam descontrair, é um espaço acolhedor e tem um cão muito giroooooooo!

Foto retirada do site do B&B Casal da Eira


Notas finais…


Estas foram as coisas que descobri nos dias que passei nesta zona. Queria agradecer à Câmara Municipal de São Brás pelo acompanhamento, criação do programa completamente adequado ao meu estilo e simpatia. Queria agradecer ao Turismo do Algarve pela facilitação dos contactos de modo a que esta experiência pudesse acontecer de um modo tão célere. Quero muito, muito voltar!

Esta iniciativa decorreu devido ao projecto #euficoemportugal onde também explorei Loulé de um modo mais intenso.

acrushon
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