O Mundo é das Mulheres. #NoPressureForWomen

Pelo menos o seu próprio. É algo que nunca deve ser esquecido. Que no nosso mundo mandamos nós. Não sou feminista e afasto-me de tudo o que é extremismo. Não acredito da igualdade mas sim na equidade. Há coisas que eu nunca vou conseguir fazer porque a minha estatura e força não me permitem e não tem mal nenhum saber admitir isso. Tal como há coisas na vida que nunca vou conseguir fazer e outras mulheres fazem tão bem. Acho que temos de ter consciência de limitações que a genética nos impôs. Tal como temos de admitir que as despedidas de solteiro de rapazes são muito fixes e as de raparigas são uma seca. Agora o que acho inadmissível é que sejam ditas coisas como na semana passada no parlamento europeu que me envergonham como ser humano. Envergonham porque não consigo conceber que existam pessoas nesta entidade que pensem assim. Menos inteligência? Como assim?

Houve alturas em que achei que este dia já não fazia sentido. Mas hoje percebo que faz. Faz porque embora se tenham passado anos da emancipação da mulher ainda há pessoas que dizem barbaridades destas. As mulheres devem ganhar menos? Inacreditável.

No entanto, acho que este dia é importante e nem é por isso. É para que as mulheres parem para pensar em si. Apenas em si próprias. Porque digam o que disserem há muito mais pressão na vida das mulheres que na dos homens. Há ínfimos pormenores da nossa convivência no mundo que me demonstram que estamos sujeitas a maiores julgamentos. As mulheres têm de ser boas. Boazonas. Boa mama. Rabo de ginásio. É ver tudo a fazer scroll no Instagram à procura de novos perfis interessantes. Nada contra. A quem procura e a quem partilha. Só quero que pensem se faz sentido o culto do corpo a que nos obrigam indirectamente e inconscientemente. Verdade que os homens agora também já andam a ser mais observados por isso, mas uma mulher tem de estar impecável. Sem um defeito. Vivam com o que vos fizer sentir bem e não com que a nossa sociedade ocidental vos obriga ou impõe. #NoPressureForWomen

Pensem se não merecem mais do que têm à vossa volta. Pensem se a vida que levam vos faz realmente feliz. E mudem. Mudem se chegarem à conclusão que são mais do que isso.

Partilhem as vossas pressões. As que são sujeitas. Deixo aqui as minhas. Eu não sei se quero ter filhos. Tenho 31 anos e não tenho especial carinho por bebés. Não torna de mim má pessoa. Não torna de mim uma mal agradecida pelo dom que tenho de gerar vida porque sinto que é uma escolha que posso fazer. Estou farta que me chateiem com este assunto. Estou farta que me perguntem também se não penso em pôr maminhas ou fazer uma plástica ao nariz. Eu sou assim. Nasci assim. Gosto de ser assim. Há coisas mais importantes a acontecer no mundo que me preocupam. E sim. Quem me chateia mais com estas coisas até são outras mulheres. Podemos parar também de nos pressionar umas às outras?

A vida. Sem pressões.

1 Comment

  1. Rita Guerreiro diz:

    Totalmente de acordo! Mas ser feminista, mais do que defender a igualdade de género – que não existe porque somos inevitavelmente diferentes, como dizes – é defender a igualdade de oportunidades! 😉

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