Temos de Escapar.

O melhor é escapar. Escaparmos todos. Procurar uma saída. Se conseguirmos sair, se formos bem sucedidos, iremos encontrar outro lugar. Há sempre enigmas por desvendar, situações que nos levam a encontrar essa tão desejada saída rumo a novas aventuras. As pistas estão lá. Temos de as agarrar e entender a que fim se destinam. Estaremos confinados a este espaço? Encontraremos nós a verdade que nos rodeia? Seremos inteligentes, visionários ou iluminados o suficiente para entender como o fazer?

Escape Game

Um Escape Game pode bem ser uma metáfora para a vida. Porque às vezes há situações de que temos mesmo de escapar e era incrível se existisse um relógio a marcar 60 minutos que nos obrigasse a dar o nosso melhor para essa fuga.

O Puzzle Room fez-me um desafio e resolvi aceitá-lo.  No final do mês passado, resolvi convidar 4 amigos meus a acompanharem-me nesta aventura. Escolhi 4 pessoas que nunca tinham participado em nenhum jogo deste género anteriormente para que estivessem completamente virgens de ideias. Já conheço o conceito há algum tempo e tive oportunidade de participar em alguns em Lisboa e também fora do nosso país. Estes meus amigos…não sabiam ao que iam.

O Puzzle Room fica bem no meio de um bairro lisboeta característico e quando por lá passámos, num dia chuvoso e escuro, houve ainda mais mistério no ar. As regras foram explicadas. Fomos fechados na sala. Tudo é envolto de pequenos detalhes que se tornam em carinho espalhado pelos game masters. Há livros na sala que são os preferidos de quem por lá trabalha.

Há vários cenários que podem escolher mas a ideia é sempre a mesma. Sair da sala em 60 minutos. Há enredos mais misteriosos do que outros e nesta casa também há um jogo que tem uma versão feita na rua, o que é completamente diferente do habitual.

Any clue?

Aqui tudo é uma pista. Ou não. É preciso ter atenção aos detalhes, verificar muito bem tudo e fazer uma inspecção completa. Há que ser intuitivo, olhar para o que nos rodeia como quem observa e realmente vê.

Há quem embirre e fique agarrado a uma ideia. Há quem mexa em coisas e não perceba os sinais que lhes estão a ser dados. Precisamos de todos. Dos teimosos, dos criativos, dos meticulosos, dos divertidos…todos são necessários. Façam um grupo que seja heterogéneo e puxem pelo vosso cérebro. Acreditem que vão passar um bom bocado. Nós conseguimos escapar. E tu?

 

Photo by Emily Morter on Unsplash

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