Já nasceu o meu primeiro filho.

Já captei a atenção? Boa 🙂

Este post não é sobre maternidade. Porque os nossos filhos não têm de efectivamente ser uma parte do nosso código genético que se desenvolve por nove meses e dá origem a um bebé real de carne e osso. Os nossos filhos podem ser obras, criações, poemas ou produções musicais. Podem ser algo em que somos realmente bons e onde depositamos o nosso cunho. Onde nos esmeramos todos os dias e damos o nosso melhor.

Este filho nasceu por acaso. Nem é bem meu. É como se fosse adoptado. Ou como se fosse madrinha. Estava um dia pelo facebook e foi-me sugerido uma publicação patrocinada onde poderia ganhar uma viagem à Suíça. Ora quem me acompanha sabe que nunca perco uma oportunidade destas. O desafio era dar um nome a uma peça da FGV- Exclusive Design Furniture. Dos dez nomes mais votados, a empresa escolheria o que gostava mais.

Por momentos voltei a ser copywriter e fiz uma boa pesquisa, passei o olho pelas outras peças de mobiliário da marca e imaginei a razão pela qual alguns nomes teriam sido dados. Para dar um nome a algo ou alguém é preciso idealizar o que queremos transmitir.

A peça era um tabuleiro. Seja para um pequeno-almoço com uma variedade de doces, salgados e um sumo de laranja natural ou um lanche com scones e um chá quentinho, num tabuleiro há sempre coisas boas. Pequenos prazeres para descobrir e saborear. Hmmm…comida…prazeres. Ponto de partida para chegar até ao nome ideal. O rumo foi por uma área na qual tenho particular interesse. Mitologia.

Decidi chamar-lhe Volúpia. Volúpia é a deusa romana do prazer. Volúpia na língua portuguesa segundo o Priberam significa algo com sensualidade, que remete ao deleite dos sentidos. Apaixonei-me pela maneira como me soava e para onde me remetia.

Pedi aos meus amigos que votassem e fui efectivamente a escolhida pela empresa como o nome mais adequado para a sua peça de mobiliário. É já esta quinta-feira que vou à Suíça, onde nunca estive, e ao Vitra Design Museum. Estou ansiosa e deixarei brevemente aqui o testemunho de como correu tudo.

Há duas semanas, fui receber o meu prémio e tive a oportunidade fantástica de conhecer o atelier da FGV que fica num dos sítios mais emblemáticos da nossa cidade, perto do Miradouro da Senhora do Monte numa vila operária muito fofa. Estive a ver as peças já finalizadas, peças em processo e ainda uma serração que já é muito antiga onde cortam a madeira. Confesso que não é o meu mundo, o do design de produto e por isso, tentei absorver toda a informação sobre como se faz mobiliário de autor. Não foi difícil entender o amor que é dado a cada detalhe da criação de uma nova obra.

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No mundo de hoje onde a mobília é descartável, é complicado mostrar que vale a pena ter uma criação nossa, que não exista nas casas de milhares de pessoas no mundo todo. Certo é que não é para todos os bolsos. No entanto, se estiverem indecisos e puderem fazê-lo, escolham algo da autoria de criadores de mobiliário português. Tal como no amor não gostamos de ser descartáveis, não gostamos que o nosso sentimento seja dividido por centenas de outras pessoas, vamos dar prevalência ao amor na decoração e não ao industrial.

Apresento-vos o “Volúpia“:

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Obrigada por tudo 🙂 Aos meus amigos por votarem sempre nas minhas coisas malucas, à FGV e também à Teresa Soromenho da Papori Interactive Marketing.

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