Desporto #2 – Escalada.

Escrevo agora, umas horas depois de ter experimentado este desporto, porque amanhã não sei se sobrevivo para contar a história. |Drama Queen|

Confesso que não sabia bem ao que ia. Escalar umas coisas? Andei na acrobática tantos anos, achei que não seria complicado trepar pela parede. |Errado|

Não vou ter medo nenhum, nem me vou lembrar das vertigens. |Pânico|

Não deve estar lá ninguém para ver, escalar uma parede interior…não deve haver muita gente a fazer isso. |Casa Cheia no Vertical Wall|

escalada lisboa

escalada lisboa

Photo Credits – Página de Facebook do Vertical Wall

Comecei por uma parede de escalada mais fácil, uma dos “mini” e até me safei. O que é que isto quer dizer? Basicamente existe um sistema de cores na parede que devemos seguir para treinar os diferentes níveis de dificuldade. O “mini” era mais simples e consegui fazê-lo quase sempre com os quatro apoios. A minha agilidade nem é o pior. Depois fiz um percurso de nível IV e consegui chegar lá acima. Duas amigas minhas foram dando dicas de como o devia fazer. “Experimenta pôr o pé esquerdo”, “Agarra com a mão direita”, ia ouvindo lá do alto. Cheguei ao fim e acredito que foi porque houve uma grande motivação por parte das pessoas.

escalada lisboa

E descer? É que não há cordas. Sim…não há! A ideia é ir descendo com calma até ser seguro saltar. Uma das vezes a força falhou-me e acabei por saltar de bem alto. Os colchões e o facto de não ser uma altura exagerada, ampararam-me o impacto e salvaram-me do falecimento…desta vez!

escalada lisboa

Fiquei super feliz por chegar lá bem acima. Mas depois começaram as minhas dores, os tendões do pescoço a prender, os tremores dos braços…é que a agilidade até não está má…mas a força, essa, não existe. Nem nos braços e nem nos abdominais. Este desporto implica jogarmos com o peso do nosso corpo e usar algum balanço para atingir o nosso próximo patamar, nomeadamente quando a nossa altura não ajuda a alcançar o que precisamos.

Adorei o espírito de companheirismo e ajuda entre as pessoas que frequentam o espaço. Deram-me uma série de dicas para tentar ajudar-me na minha árdua tarefa de subida. Ao ver, parece super simples, existem alguns praticantes que parecem autênticos homem-aranha.

É mais fácil se imaginarmos que somos só nós e a parede. Se criarmos histórias na nossa cabeça em como estamos num paraíso longínquo e desejamos chegar ao cume para apreciar natureza fora do normal, tudo se torna mais atraente e cativante.

Gostei imenso da experiência e confesso que quero mesmo voltar. Convém é treinar um pouco mais a minha força para que não me canse em 20 minutos. Mas acredito que vai lá com a prática.

É preciso que saibam que é necessário calçado apropriado a esta modalidade mas que normalmente podem ser alugados nos espaços onde se treina. Para além do Vertical Wall onde experimentei (foram 5€ o treino mas existem preços mensais), também podem experimentar no Vertigo ou no Estádio do Jamor. Descobri também este mapa onde estão assinalados todos os locais onde é possível treinar, embora não me pareça muito actualizado.

Tal como em qualquer modalidade, na escalada também é muito importante não esquecer o aquecimento e os alongamentos.

Nível de dificuldade: 4

Dores nos músculos já hoje: 3 (vamos ver amanhã!)

Vontade de repetir: 5

O ambiente da malta da escalada pareceu-me mesmo muito cool e estava por lá muita gente simpática que puxaram por mim mesmo quando eu estava prestes a desistir. A certa altura não queria mesmo desistir mas sentia-me sem forças e não foi por falta de vontade. Se amanhã estiver viva, vou pensar no próximo dia que irei escalar e imaginar-me em sítios lindíssimos.

Photo Credits: Página de Facebook do Vertical Wall

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