Web Summit. Amores e Ódios.

Web Summit. O assunto de que se fala. A cidade esteve cheia. Os transportes ensardinhados. O preço dos ubers inacreditáveis. A noite não parou até ser dia com centenas de pessoas na rua.

Assisti a um senhor muito indignado no metro a empurrar pessoas porque tinha de ir trabalhar e não andava a brincar. Concordo. Temos de melhorar a nossa rede de transportes. Por nós. No entanto, a culpa disso não é do Web Summit.

Há quem diga que é inacreditável a exploração aos voluntários. Há voluntários que sentem que adoraram participar em algo de enriquecimento pessoal, que não teriam oportunidade de outro modo. Há quem diga que é uma injustiça as mulheres pagarem tão pouco. Há quem valorize que se crie oportunidades para que estejam mais próximas de algo que tipicamente é uma área de homens. Há quem diga que escolhem Portugal porque é mão-de-obra barata e isto é uma vergonha. Há quem se orgulhe que tantas mentes brilhantes visitem o nosso país. Há quem goze com o networking, brainstorming e outros estrangeirismos. Há quem entenda que ali todos buscam conhecimento e novos conhecidos. Há quem diga que é uma cambada de capitalistas. Há quem se considere um sonhador acordado. Há quem diga que é uma perda de tempo porque 99% das startups vão falhar. Há quem valorize a réstia de esperança que existe.

A esperança.

Que estranho não é? Existirem pessoas com esperança num mundo melhor, que procuram novas soluções para o que os rodeia. Que pensam, tentam, falham e atiram-se de novo sem medos. Não era mais fácil estarmos todos acomodadinhos onde estamos? Ou ir antes a um jogo de Futebol e deixarmo-nos destas coisas?

Eu valorizo a atitude. Porque é dessa atitude que temos falta. Sinto-me orgulhosa das pessoas que andam com os badges tolos pelo metro porque estão a viver momentos de mudança e a fazer parte deles.

A atitude de 60 mil pessoas que tentam captar informação de 25 conferências diferentes e querem conhecer centenas de novas startups.

Acreditem, é tanta informação, tanto a acontecer, é como alguém disse, food for your brain. Achava que ia sair de lá como cheguei. Durante o tempo que lá estive achei muitas conferências meio vagas. A verdade é que cheguei a casa e pesquisei, li e entendi que trouxe muita coisa na minha mochila.

Deixo-vos 5 startups/movimentos e conferências que vi estes dias que se preocupam com a parte social/comportamental e querem mudar o mundo de alguma forma.

Chatterbox – Online and in-person language tutoring delivered by refugees | For individuals, schools, unis, and workplaces

MeBeGood – MeBeGood is a social good blockchain-based digital currency that encourages a healthy lifestyle, positive environmental decisions and other social good behaviors.

#BasicIncomeChallenge – How can we create a society in which everybody can find fulfillment? We believe that a digitized society works better with a universal basic income. As hands-on visionaries we explore a basic income society practically – one basic income at a time.

Five tech-based solutions helping to end world hunger by 2030

What means to be a man

Para o ano haverá mais Web Summit. Live with that.

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